O que faz um software de SST
Um software de SST guarda os programas legais (PGR, PCMSO, LTCAT, Ordem de Serviço), organiza a rotina de campo (APR, Permissão de Trabalho, DDS, inspeções) e mantém a documentação das pessoas em dia. O GID faz as três coisas e acrescenta a parte que quase nenhum faz: impedir a atividade quando a condição de segurança não está satisfeita, em vez de apenas registrar que não estava.
Vale ser franco sobre a categoria. Quase todo sistema de SST do mercado é, no fundo, um arquivo com data de validade: ele guarda PDF, avisa que vence e monta relatório. Isso resolve o problema de organização, e é bastante. Só que o problema de segurança não é de organização — é o intervalo entre "o documento diz que a atividade exige três condições" e "a atividade começou com duas". Nenhum arquivo cobre esse intervalo.
Programas: PGR, inventário, LTCAT e Ordem de Serviço
No GID os programas nascem do mesmo inventário de riscos. O PGR é montado por função e grupo homogêneo de exposição; o LTCAT e a Ordem de Serviço da NR-01 derivam desse inventário. Isso elimina, por construção, a divergência clássica entre o PGR e o LTCAT da mesma empresa.
A divergência não é um detalhe formal. O LTCAT que descreve um agente que o PGR não inventaria — ou o inverso — é a prova pronta contra a própria empresa em perícia de insalubridade e em pedido de aposentadoria especial. Quando os dois documentos são redigidos separadamente, por gente diferente, em anos diferentes, a divergência é questão de tempo. Quando um deriva do outro, ela não tem por onde entrar.
| Documento | Base | Como o GID trata |
|---|---|---|
| PGR e inventário de riscos | NR-01, capítulo 1.5 | Montado por função e GHE, com plano de ação, versionamento e fluxo de aprovação em três papéis com assinatura eletrônica. |
| Ordem de Serviço | NR-01, item 1.5.3.3 | Emitida por função a partir do inventário: riscos, medidas, EPI, treinamentos e exames — com ciência assinada pelo trabalhador. |
| LTCAT | Lei 8.213/1991, art. 58 | Derivado do inventário, para manter coerência com o PGR. As medições quantitativas de campo são serviço técnico. |
| PCMSO | NR-07 | Base por função a partir dos riscos inventariados e análise do PCMSO recebido, conferindo coordenação médica, exames e periodicidade. |
| APR e Permissão de Trabalho | NR da atividade (NR-35, NR-33, NR-10, NR-18) | Preenchidas no celular, com barreiras de controle verificadas antes da liberação. |
| Enquadramento por grau de risco | NR-04 | Consulta por CNAE para dimensionar exigências. Disponível também como ferramenta pública. |
O gate: por que o PGR não publica
O GID tem um gate de publicação no PGR: o documento não é publicado se o inventário de riscos estiver incompleto ou se o fator de risco psicossocial estiver preenchido de forma genérica. O objetivo é impedir a produção do PGR de fachada — aquele que existe, está assinado e não descreve a empresa.
O item psicossocial é o exemplo mais atual. Desde que a NR-01 passou a exigir os fatores de risco psicossociais no gerenciamento de riscos, apareceu no mercado uma leva de programas com o mesmo parágrafo colado em todas as funções, sem método declarado, sem resultado e sem plano de ação. Formalmente o documento tem o capítulo. Materialmente ele não avaliou nada — e é isso que a fiscalização pergunta.
O princípio, em uma frase
Campo obrigatório por norma que fica vazio ou genérico não vira observação no rodapé: vira bloqueio. Um sistema que deixa publicar mesmo assim transfere para a empresa um risco que ele tinha condição de barrar.
Campo: APR e Permissão de Trabalho sem sinal
A APR e a Permissão de Trabalho do GID são preenchidas no celular e funcionam offline: o time preenche e assina na tela no subsolo, na laje ou em área sem cobertura, e o registro sincroniza quando o aparelho volta a ter rede. A Permissão não abre sobre uma análise de risco vencida.
Exigir internet no campo parece um detalhe técnico e é, na prática, o que devolve o processo ao papel. Se o aplicativo não abre no lugar onde a atividade acontece, a equipe preenche a folha impressa e alguém digita no fim do dia — quando digita. O registro passa a ser a lembrança de quem digitou, com a hora errada, e perde justamente o valor que ele teria: ser prova de que a verificação aconteceu antes.
- APR — a atividade é analisada e as barreiras de controle são declaradas. Sem as barreiras exigidas, a análise não é concluída.
- Permissão de Trabalho — emitida a partir de uma APR válida. Análise vencida não libera permissão.
- Verificação em campo — a condição é conferida durante a execução.
- Não satisfatória — a atividade é paralisada e o plano de ação abre sozinho, com responsável e prazo. Ninguém precisa lembrar de abrir.
- Tratativa — a pendência acompanha até o fechamento e fica no histórico da obra.
Rotina: DDS, desvios, checklists e plano de ação
Além dos programas e da liberação de atividade, o GID cobre a rotina diária de SST: DDS com lista de presença assinada no celular, reporte de desvio e de acidente pelo SESMT, checklists de equipamento e um plano de ação central onde tudo que ficou pendente converge.
- DDS — planejamento mensal por tema, execução diária, presença assinada com o dedo na tela e foto do momento. Acaba a lista de presença que circula em prancheta e some.
- Gestão de risco — desvios e acidentes registrados com evidência, classificação e tratativa. Há um QR público que permite a qualquer pessoa na obra reportar um desvio sem ter login.
- Checklists — inspeção de equipamento e de frente de serviço com pontuação por criticidade; item reprovado abre plano de ação.
- Plano de ação — um só, central, alimentado pelo PGR, pela permissão de trabalho, pelo checklist e pelo desvio. Sem isso, cada módulo cria a própria lista e ninguém sabe qual é a verdadeira.
Painel: a conformidade que a diretoria enxerga
O painel de SST do GID consolida, por obra, a situação dos programas, das pendências documentais, das permissões de trabalho e dos planos de ação em aberto. É a tela que responde, sem ninguém montar apresentação, se a obra está em condição de receber uma fiscalização hoje.
Uma ressalva honesta sobre esse tipo de indicador, que vale para qualquer fornecedor: painel mostra o estado de agora. Ele responde "como estamos"; não responde sozinho "como estávamos no dia do acidente". Por isso a informação que sustenta auditoria é o histórico e a trilha de registro, e é neles que vale insistir na avaliação técnica de qualquer sistema — inclusive deste.
Comparado com o que você já faz hoje
As três alternativas mais comuns a um software de SST são a consultoria com entrega em PDF, o sistema de saúde ocupacional voltado a clínica e exame, e o controle por planilha com pasta compartilhada. Cada uma resolve uma parte e deixa uma lacuna previsível.
| Como funciona hoje | O que resolve bem | A lacuna |
|---|---|---|
| Consultoria com entrega em PDF | Conhecimento técnico e responsabilidade profissional pelo documento | O PDF na pasta não avisa vencimento, não bloqueia atividade e não sabe o que aconteceu no canteiro depois da entrega. |
| Sistema de saúde ocupacional (clínica e exame) | Agenda de exame, ASO e obrigações de saúde ocupacional | Não trata a rotina de campo: APR, permissão de trabalho, DDS, inspeção e a liberação da atividade ficam de fora. |
| Planilha e pasta compartilhada | Custo zero e flexibilidade total | Depende inteiramente de alguém lembrar. Não tem histórico confiável, nem trilha de quem alterou o quê. |
| ERP com módulo de SST | Dado integrado ao cadastro e à folha | Costuma parar na documentação. O celular do encarregado, offline, no meio da obra, raramente é território de ERP. |
O GID não substitui a consultoria — depende dela, e trabalha melhor com ela. O que ele faz é manter vivo o que a consultoria entregou: o inventário vira ordem de serviço, o plano de ação vira tarefa com prazo, o vencimento vira bloqueio. Para quem não tem equipe técnica própria, a elaboração pode ser contratada da equipe GID dentro da própria plataforma.
O que é software e o que é serviço técnico
Nem tudo em SST pode ser feito por software, e vale dizer com clareza o que não é. Laudo de insalubridade e de periculosidade, PCA, PPR, dosimetria e demais medições quantitativas de campo exigem profissional habilitado e instrumento calibrado: no GID são serviço da equipe técnica, contratado e entregue dentro da plataforma — nunca uma função automática.
O papel do sistema aí é outro e continua sendo útil: receber o resultado da medição, comparar com o limite de tolerância, marcar o que excede e manter os documentos coerentes entre si. Desconfie de qualquer fornecedor — este incluído — que ofereça laudo emitido automaticamente pelo sistema. Laudo tem responsável técnico com registro profissional; software não tem.
Perguntas frequentes
É o sistema que centraliza a gestão de Segurança e Saúde do Trabalho de uma empresa: os programas legais (PGR e inventário de riscos, PCMSO, LTCAT, Ordem de Serviço), a rotina de campo (APR, Permissão de Trabalho, DDS, inspeções, desvios) e a documentação das pessoas (ASO, treinamentos, ficha de EPI), com controle de validade e plano de ação. A diferença entre um bom e um comum está menos na lista de funções e mais no que o sistema impede quando a condição de segurança não é atendida.
O GID monta o PGR a partir do inventário de riscos por função e grupo homogêneo de exposição, com plano de ação, versionamento e aprovação em três papéis com assinatura eletrônica. A elaboração pode ser feita pela sua equipe técnica, pela sua consultoria dentro da plataforma, ou contratada da equipe técnica GID.
Funciona. A APR e a Permissão de Trabalho são preenchidas e assinadas no aplicativo de campo mesmo sem sinal, e sincronizam quando o aparelho volta a ter rede. Isso é o que evita que o processo volte para o papel em subsolo, laje e área remota.
Impede em pontos definidos: o PGR não publica com inventário incompleto ou fator psicossocial genérico; a Permissão de Trabalho não abre sobre APR vencida; a verificação não satisfatória paralisa a atividade e abre o plano de ação automaticamente. Fora desses pontos, o sistema registra e cobra.
Não como função automática. Laudo de insalubridade e periculosidade, PCA, PPR e medições quantitativas exigem profissional habilitado e instrumento calibrado — são serviço da equipe técnica GID, contratado e entregue dentro da plataforma. O software recebe os resultados, compara com os limites de tolerância e mantém o LTCAT coerente com o PGR.
O GID organiza os insumos e ajuda a validar as informações dos eventos de SST, especialmente S-2200 e S-2240, a partir dos dados de vínculo, função e exposição que já estão na plataforma. A transmissão em si continua no sistema que a empresa usa para isso.
Serve, e é um dos usos mais fortes. Cada contratada tem sua matriz de documentos por obra, e o PGR que ela envia é analisado em oito dimensões, com nota e decisão nos limites que o contratante definir — falta de responsável técnico ou de ART, por exemplo, é reprovação crítica.
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