Plataforma

A plataforma GID: colaboradores, documentos e SST em um sistema só

Uma obra tem gente de cinco empresas diferentes entrando pelo mesmo portão. Cada uma com ASO, treinamento, ficha de EPI e PGR em algum lugar — e a pergunta que a fiscalização faz é sempre a mesma: esta pessoa podia estar aqui hoje? O GID existe para que essa resposta leve segundos e venha com documento.

Atualizado em 28 de agosto de 2026 Leitura: 10 minutos Para diretoria, coordenação de SST, RH de obra e engenharia

O que é o GID

O GID é uma plataforma web brasileira de gestão de colaboradores, documentos e Segurança e Saúde do Trabalho, feita para empresas que operam por obra ou por contrato — construtoras, prestadoras de serviço e contratantes que precisam controlar as próprias equipes e as das contratadas no mesmo lugar. Reúne cadastro de colaboradores e empresas, documentação com validade, PGR e programas de SST, APR e Permissão de Trabalho no celular, treinamentos, almoxarifado e EPI, ponto eletrônico REP-P e controle de acesso por catraca ou facial. Os módulos são ativados por contrato: você liga o que usa.

A diferença de posição vale ser dita logo. A maioria dos sistemas do mercado nasceu de um lado só: ou de saúde ocupacional (clínica, exame, eSocial), ou de RH (folha, ponto), ou de obra (medição, cronograma). O GID nasceu do acesso à obra — da pergunta "esta pessoa pode entrar hoje?" — e foi crescendo para trás, até o documento, o treinamento, o EPI e o programa que justificam a resposta. É por isso que aqui as áreas conversam em vez de conviverem: a ficha de EPI, o certificado de NR-35, o ASO e a Permissão de Trabalho apontam para a mesma pessoa, no mesmo vínculo, na mesma obra.

O problema que uma plataforma única resolve

Quando documento, treinamento, EPI, ponto e programa vivem em sistemas diferentes, ninguém consegue responder a pergunta que a fiscalização faz: esta pessoa, neste dia, nesta função, estava apta e protegida? A resposta exige cruzar cinco fontes, e é por isso que ela costuma vir tarde — depois do acidente ou da autuação.

O sintoma clássico não é a falta de sistema, é o excesso. A planilha de vencimento de ASO em um lugar, a pasta de certificados no drive, a ficha de EPI em papel no almoxarifado, o ponto no relógio do RH e o PGR em PDF no e-mail da consultoria. Cada peça está certa isoladamente; o conjunto não fecha. E o conjunto é o que responde numa auditoria.

O teste que reprova quase todo controle por planilha

Escolha um colaborador de uma obra sua, ao acaso, e um dia dos últimos seis meses. Em quanto tempo você prova, com documento, que naquele dia ele tinha ASO válido, treinamento da NR da atividade dele em dia, EPI entregue com CA vigente e Ordem de Serviço assinada? Se a resposta passa de alguns minutos, o problema não é organização — é arquitetura de dados.

Módulos da plataforma

O GID é vendido por famílias de módulos ativáveis, não em pacote fechado. A tabela abaixo é a lista real de áreas que podem ser ligadas para um contrato — a mesma que a administração do sistema usa para habilitar telas.

Famílias de módulos da plataforma GID e o que cada uma contém
FamíliaMódulos
ColaboradoresColaboradores · Documentação · Validação de Documentos · Treinamento do Colaborador
EmpresasEmpresas · Documentação de Empresas · Modo Construtora
ProjetosProjetos · Portaria · Financeiro da Obra (cronograma físico-financeiro)
TreinamentosTreinamentos · NR-10
EquipamentosEquipamentos
OperacionalControle de Ponto · Refeitório · Checklists · RDO — Relatório Diário de Obra
AlmoxarifadoAlmoxarifado (chave-mestra) · Almox. Central · Almox. EPI · Almox. Material · Almox. Ferramenta · Pedidos / Suprimentos
Segurança do Trabalho (SST)Gestão de Risco / SESMT · DDS — Diálogo Diário de Segurança · APR — Análise de Risco (e Painel SST) · ITS / PT — Trabalho Seguro · PMS — Monitoramento · Plano de Ação
Automação de DocumentosValidação automática (colaborador) · Análise automática — docs do colaborador · Análise automática — docs da empresa · Ordem de postagem — docs da empresa

Duas observações que evitam mal-entendido na proposta. A primeira: Almoxarifado é chave-mestra — desligado, nenhuma das áreas de estoque aparece, inclusive EPI. A segunda: a família de Automação de Documentos (validação e análise automática) é opcional e independente; a gestão documental funciona sem ela, com conferência humana.

Como os módulos se conectam

A integração entre os módulos do GID não é troca de arquivo entre sistemas: é o mesmo banco. O colaborador tem um vínculo com empresa, obra e função, e é esse vínculo que define quais documentos são exigidos dele, quais treinamentos a função obriga, quais EPIs o risco dela pede e se a catraca abre.

Na prática isso aparece em cadeias como estas, que atravessam módulos que em outro sistema seriam produtos separados:

  • Função → risco → EPI → ficha. O inventário de riscos da função define o EPI necessário; a entrega no almoxarifado gera ficha assinada com o CA do item; a ficha passa a ser documento do colaborador.
  • Função → matriz de treinamento → certificado → documento. Concluído o treinamento, o certificado emitido vira automaticamente documento na pasta da pessoa, com validade e reciclagem controladas.
  • Documento vencido → pendência → portaria. Documento fora da validade gera pendência, e a pendência pode barrar o acesso físico à obra na catraca ou no reconhecimento facial.
  • APR → Permissão de Trabalho → plano de ação. A Permissão não abre sobre análise de risco vencida; quando a verificação dá não satisfatória, a atividade é paralisada e o plano de ação abre sozinho.
  • PGR → LTCAT e Ordem de Serviço. O inventário de riscos por função alimenta o LTCAT e a Ordem de Serviço da NR-01, em vez de cada documento ser redigido do zero com números que não batem entre si.

Para quem é — e para quem não é

O GID é para quem gerencia pessoas por obra ou por contrato, com equipe própria e contratadas no mesmo canteiro. Não é um sistema de clínica de saúde ocupacional nem um ERP de folha de pagamento, e não substitui nenhum dos dois.

Perfis para os quais o GID foi feito e perfis para os quais não foi
PerfilServe?Por quê
Construtora ou incorporadora com várias obrasSim — é o caso centralDocumentação por obra, contratadas por obra, portaria, ponto e SST de campo no mesmo lugar.
Prestadora de serviço que trabalha dentro do clienteSimPrecisa entregar documentação ao contratante e manter a própria equipe apta em vários canteiros ao mesmo tempo.
Contratante que gerencia dezenas de fornecedoresSimHomologação com matriz de documentos por contratada e análise do PGR que ela envia.
Indústria com quadro fixo e SESMT próprioSim, com ressalvaTodos os módulos funcionam, mas o ganho maior — controle por obra e por contratada — fica subaproveitado.
Clínica de medicina do trabalhoNãoO GID não faz agenda de exame, prontuário clínico nem faturamento de consulta. Ele consome o resultado (ASO) como documento.
Empresa que procura folha de pagamentoNãoO ponto do GID apura jornada e exporta o que a folha precisa, mas o cálculo da folha é do seu ERP.

Conviver, não substituir

Quem já tem catraca Control iD conecta o hardware existente. Quem já tem ERP mantém o ERP. As famílias são independentes: dá para usar só a parte de SST de campo e deixar ponto, refeitório e almoxarifado desligados.

Como avaliar uma plataforma de gestão

Comparar plataformas por lista de funcionalidades quase sempre engana, porque todo mundo escreve os mesmos substantivos. Sete perguntas separam sistema que organiza pasta de sistema que impede o erro — e valem para avaliar o GID e qualquer concorrente.

  1. O sistema bloqueia ou só avisa? Alerta de vencimento todo mundo tem. Pergunte o que acontece quando alguém tenta liberar a atividade assim mesmo: se nada acontece, o controle depende de disciplina humana.
  2. O campo funciona sem internet? APR e Permissão de Trabalho são preenchidas em subsolo, laje e área remota. Se o aplicativo exige sinal, o preenchimento volta para o papel e é digitado depois — e o "depois" é onde o registro perde valor de prova.
  3. O documento nasce do dado ou é anexo? LTCAT e Ordem de Serviço derivados do inventário de riscos são coerentes por construção. PDF anexado à mão diverge do PGR na primeira revisão que alguém esquece de replicar.
  4. Contratada entra no mesmo controle? Se a homologação de fornecedor é outro produto, a pergunta "quem está na minha obra hoje" continua sem resposta única.
  5. Dá para provar o passado? Auditoria não pergunta como está hoje; pergunta como estava no dia do acidente. Verifique se há histórico e trilha de auditoria, não só a situação atual.
  6. Quem vê o quê? Nível de acesso por perfil, isolamento entre empresas clientes e registro de quem baixou cada documento. Documento de SST é dado pessoal e sensível de saúde.
  7. Você paga pelo que não usa? Módulo ativável por contrato muda a conta de quem quer começar por uma área só.

Vale medir o GID por essa régua: o gate do PGR bloqueia publicação com inventário psicossocial genérico, a Permissão de Trabalho não abre sobre APR vencida, o aplicativo de campo grava offline e sincroniza depois, LTCAT e Ordem de Serviço derivam do inventário, a contratada usa a mesma matriz de documentos e todo download de documento fica registrado. É a mesma lista de perguntas que recomendamos levar para o concorrente.

Como é a implantação

A implantação do GID começa por uma obra e uma família de módulos, não pela plataforma inteira. Empresas, projetos, funções e colaboradores entram por importação de planilha; o PGR pode ser montado a partir das funções cadastradas ou a partir do PGR que a empresa já tem.

A ordem que costuma dar resultado mais rápido é: cadastro básico (empresas, obra, funções, pessoas) → documentação com validade → a família que mais dói. Para contratante com muitos fornecedores, a que mais dói costuma ser homologação de contratadas. Para quem tem equipe de campo grande, é APR e Permissão de Trabalho, porque o efeito aparece na primeira semana.

Perguntas frequentes

O GID é uma plataforma web brasileira de gestão de colaboradores, documentos e Segurança e Saúde do Trabalho para empresas que operam por obra ou por contrato. Reúne cadastro de pessoas e empresas, documentação com controle de validade, PGR e programas de SST, APR e Permissão de Trabalho no celular, treinamentos, almoxarifado e EPI, ponto eletrônico REP-P e controle de acesso por catraca ou reconhecimento facial. Os módulos são ativados por contrato.

Não. O GID cuida de pessoas, documentos, segurança do trabalho e operação de obra. O ponto apura jornada e exporta os dados que a folha precisa, mas o cálculo da folha continua no seu ERP. As duas coisas convivem.

Dá. A plataforma é organizada em famílias ativáveis por contrato — Colaboradores, Empresas, Projetos, Treinamentos, Equipamentos, Operacional, Almoxarifado, SST e Automação de Documentos. É comum começar por uma família em uma obra e ampliar depois. Uma exceção técnica: Almoxarifado é chave-mestra das áreas de estoque, inclusive EPI.

O corte não é de porte, é de modelo de operação: o GID foi feito para quem gerencia pessoas por obra ou por contrato, com equipe própria e contratadas no mesmo local. Isso inclui desde a empresa com uma obra e algumas dezenas de pessoas até a construtora com várias obras simultâneas e dezenas de fornecedores.

A plataforma é web e responsiva. Além disso há aplicativo de campo para APR e Permissão de Trabalho que funciona offline: o preenchimento e a assinatura acontecem sem sinal e sincronizam quando o aparelho volta a ter rede. Isso existe porque o lugar onde a análise de risco é feita — subsolo, laje, área remota — costuma ser justamente onde não há cobertura.

A emissão de laudo de insalubridade e periculosidade, o PCA e as medições quantitativas de campo são serviço da equipe técnica GID, executado por profissional habilitado — não são funções automáticas do software. O sistema recebe esses resultados, compara com os limites de tolerância e mantém o LTCAT coerente com o PGR. A contratação e a entrega acontecem dentro da plataforma.

Os arquivos ficam em armazenamento privado e só são acessíveis por link temporário e único. Cada empresa cliente é isolada das demais, a permissão é por nível de acesso e todo download de documento é registrado, com quem baixou, o quê e quando. Os dados são do cliente, com exportação a qualquer momento. Nessa relação, a GID atua como operadora dos dados.

Não necessariamente. Quem já tem catraca ou leitor facial Control iD conecta o equipamento existente e passa a ter cadastro facial e bloqueio de quem está irregular sem trocar hardware. O módulo de ponto é opcional e independente do restante.

Veja com a sua obra, não com dados de exemplo

A demonstração é feita sobre uma obra sua: subimos algumas funções, alguns colaboradores e um documento real, e você vê a matriz de pendências que aparece.

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